Dólar recua quase 1% e Ibovespa fecha em baixa após forte volatilidade eleitoral
O mercado financeiro registrou um dia de acomodação nesta terça-feira (27), após a intensa volatilidade da véspera provocada pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Depois de um salto histórico no início da semana, o dólar comercial interrompeu a trajetória de alta e fechou cotado abaixo de R$ 5,35, enquanto a principal referência da bolsa brasileira continuou em trajetória de baixa moderada.
A sessão foi marcada por ajustes necessários nos preços dos ativos após a reação acentuada dos investidores ao pleito. As incertezas em torno da futura política econômica do novo mandato, especialmente a ausência de anúncios definitivos sobre o comando da pasta econômica, mantiveram o clima de cautela entre os agentes financeiros locais.
Ajuste no câmbio após a disparada
O mercado cambial operou em compasso de correção ao longo de todo o pregão. O dólar à vista encerrou em baixa de 1,07%, negociado a R$ 5,349, atenuando o impacto da véspera, quando a moeda havia disparado mais de 8% e registrado o maior salto diário em décadas.
Durante a manhã, a divisa norte-americana atingiu a mínima de R$ 5,316, refletindo a realização de lucros e a normalização parcial das negociações. No acumulado do ano de 2026, o dólar ainda mantém uma retração de 2,55%, mesmo com as oscilações recentes motivadas pelas expectativas em torno do cenário político.
Reações institucionais e diretrizes fiscais
Diante das turbulências recentes, representantes da área econômica e do Banco Central buscaram tranquilizar os mercados. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reforçou que a administração federal continuará focada no cumprimento do centro da meta fiscal, sinalizando que as medidas serão debatidas junto ao parlamento.
Em paralelo, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, destacou que a autoridade monetária monitora de perto as negociações e possui instrumentos para intervir diretamente no câmbio caso sejam constatadas disfuncionalidades graves no funcionamento do mercado local.
Desempenho negativo do Ibovespa
O mercado acionário brasileiro acompanhou o movimento de cautela. O Ibovespa fechou em queda de 0,51%, situando-se em 175.710,05 pontos, prolongando o ciclo de perdas iniciado com o tombo expressivo registrado no dia anterior.
O recuo das cotações internacionais do petróleo, cujo barril do tipo Brent caiu 1,20% para US$ 109,41, exerceu forte pressão sobre os ativos corporativos de maior peso no índice, como os papéis da Petrobras. Com esses resultados, a bolsa permaneceu nos patamares mais baixos desde o mês de agosto.
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