Pernambuco

Mutirão no Hospital das Clínicas em Recife oferece exames gratuitos contra o glaucoma em 7 de novembro

O Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC-UFPE) promove uma iniciativa voltada para a saúde ocular da população da capital pernambucana. A ação tem como foco principal alertar sobre os riscos e a importância do diagnóstico precoce de uma das condições que mais afetam a visão globalmente, oferecendo atendimento especializado gratuito para pacientes que se encaixam nos critérios estabelecidos pela instituição médica.

O projeto está agendado para o dia 7 de novembro, ocorrendo das 8h às 12h. Os atendimentos serão concentrados no ambulatório de Oftalmologia do hospital, situado no bairro da Cidade Universitária, localizado na Zona Oeste do Recife. A proposta busca alcançar um público específico que necessita de maior atenção preventiva devido a fatores de risco associados à enfermidade.

Atenção voltada para fatores de risco

A mobilização promovida pela equipe de saúde é direcionada especificamente para pessoas com idade acima dos 30 anos que possuam algum antecedente de histórico familiar relacionado ao problema. O objetivo central é conscientizar a comunidade sobre a necessidade de realizar exames oftalmológicos regulares, mesmo na ausência de sintomas perceptíveis no dia a dia.

Especialistas reforçam que a condição costuma se manifestar de forma silenciosa, iniciando na chamada visão periférica e avançando de maneira gradual ao longo dos anos. Por ser uma das principais causas de perda definitiva da capacidade visual em todo o mundo, a detecção antecipada funciona como a principal ferramenta para preservar a qualidade de vida dos pacientes.

Entendimento clínico e controle da enfermidade

A coordenadora da área Assistencial de Oftalmologia do HC, Isabel Lynch, detalha as características da condição médica que acomete o nervo óptico. De acordo com a especialista, trata-se de um quadro crônico, de origem hereditária e que não apresenta sintomas evidentes nas fases iniciais.

  • Doença de caráter crônico e hereditário
  • Evolução silenciosa sem sintomas precoces
  • Comprometimento progressivo do nervo óptico
  • Ausência de cura definitiva, mas controle eficaz

A médica destaca que, embora o problema não tenha cura, o acompanhamento adequado consegue estagnar o avanço dos danos. Esse controle costuma ser feito por meio da utilização contínua de colírios específicos, capazes de reduzir a pressão intraocular de maneira rápida e segura.

Procedimentos de triagem e encaminhamento

Durante a realização do mutirão no ambulatório, os participantes passarão por avaliações essenciais para a detecção de alterações na saúde dos olhos. Entre os procedimentos disponíveis estão a aferição da pressão ocular e o exame detalhado do fundo de olho, fundamental para analisar a integridade do nervo óptico.

Conforme explica a coordenação do projeto, os casos identificados durante a triagem receberão as orientações necessárias. Dependendo do diagnóstico, poderá ser indicada a prescrição de medicamentos ou o encaminhamento através do sistema de regulação estadual para continuidade do tratamento, enquanto situações de urgência encontram suporte direto na estrutura do próprio HC-UFPE.

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