Política

Tribunal superior eleitoral cobra explicações da meta sobre distribuição de conteúdo político

A Meta recebeu um prazo de 24 horas para prestar esclarecimentos ao Tribunal Superior Eleitoral sobre as medidas adotadas para assegurar a equidade na entrega de publicações associadas às campanhas presidenciais. A determinação foi estabelecida pelo ministro Marco Aurélio Bellizze, diante de questionamentos sobre o funcionamento dos algoritmos de recomendação durante o período eleitoral.

questionamentos e denúncias sobre algoritmos

As contestações chegaram à corte após movimentações das assessorias jurídicas ligadas a Lula e Flávio Bolsonaro. Os representantes apontaram supostos prejuízos na visibilidade de materiais informativos e restrições no alcance de postagens, curtidas e visualizações nas plataformas administradas pela empresa.

O partido do candidato petista apontou o que classificou como diferença de tratamento automatizado, relatando barreiras na produção de conteúdo com auxílio de inteligência artificial voltada ao apoio político. Em contrapartida, a campanha do candidato do PL também formalizou queixas, argumentando ser alvo de propagandas negativas impulsionadas em volume superior ao verificado pelo adversário.

defesa da empresa e novas penalidades

Diante das acusações, representantes da Meta sustentaram que diversas precauções técnicas foram implementadas para coibir abusos e garantir a transparência no ambiente digital. No entanto, o tribunal avaliou que os detalhes fornecidos exigem maior rigor na fiscalização das regras vigentes.

Como desdobramento da decisão, o valor da multa estipulada em caso de descumprimento foi elevado de R$ 500 mil para R$ 1 milhão, valendo até o encerramento do segundo turno. A corte exigiu ainda relatórios detalhados, redigidos em português, sobre os critérios de autenticidade de perfis e os parâmetros aplicados pelos sistemas de recomendação de postagens.

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