Eleitores de Mato Grosso do Sul vão às urnas para definir o segundo turno presidencial
Mais de 2 milhões de eleitores estão aptos a participar da votação deste domingo em Mato Grosso do Sul para escolher o presidente da República. Somente na capital, Campo Grande, o colégio eleitoral supera a marca de 640 mil pessoas, mobilizando a estrutura democrática em todo o estado para um dia decisivo na política nacional.
A mobilização cidadã ocorre sob a expectativa de superar os índices de abstenção registrados no pleito anterior. No primeiro turno, o estado contabilizou o maior número de abstenções do país proporcionalmente, com mais de 483 mil eleitores ausentes, o que representou 23,87% do total de aptos a votar. A Justiça Eleitoral reforça que quem não compareceu na primeira etapa pode votar normalmente agora, desde que esteja com a regularidade cadastral em dia.
Operação das urnas e atuação técnica
O andamento da votação conta com o suporte técnico do Tribunal Regional Eleitoral, que registrou ocorrências pontuais com equipamentos logo nas primeiras horas. Foram contabilizadas falhas em urnas eletrônicas em quatro municípios do interior, afetando cidades como Camapuã, Aparecida do Taboado, Ivinhema e Nioaque. Os problemas foram solucionados rapidamente por meio de ajustes, reinicialização ou troca física dos aparelhos.
Além da votação regular nas seções tradicionais, o estado organizou pontos específicos para o voto em trânsito. A modalidade funciona em dois locais estratégicos: no prédio do Sebrae, localizado em Campo Grande, e na paróquia São José Operário, situada em Dourados, permitindo que eleitores fora de seus domicílios originários exerçam o direito cívico.
Esquema de segurança e regras para justificativa
Para assegurar a tranquilidade do pleito, as forças de segurança mobilizaram um efetivo superior a 3.300 agentes em todo o território sul-mato-grossense. A operação integrada conta com o apoio de 584 viaturas e dois helicópteros, focados na prevenção de crimes eleitorais e na proteção de votantes, mesários e servidores públicos envolvidos na logística da votação.
Os eleitores que não puderem comparecer às urnas neste domingo devem ficar atentos aos prazos legais. A legislação determina que a ausência seja justificada no prazo de até 60 dias, utilizando os canais oficiais da Justiça Eleitoral para evitar pendências no CPF e restrições civis.
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