Mergulhadores retiram 138 peixes-leão em operação ambiental em Fernando de Noronha
Uma operação de manejo realizada em Fernando de Noronha resultou na retirada de 138 exemplares do peixe-leão, espécie considerada invasora e altamente danosa para o ecossistema marinho local. A ação ocorreu na quarta-feira (28) e mobilizou profissionais especializados em mergulho, reforçando a urgência no controle populacional do animal nas águas do arquipélago pernambucano.
A proliferação descontrolada desses animais tem sido monitorada de perto por especialistas, já que a presença do predador ameaça diretamente a fauna nativa e o equilíbrio ecológico da região. Para saber mais sobre ações de preservação ambiental e outras notícias do Brasil e do mundo, continue acompanhando o portal Alagoas em Rede.
Operação de manejo em profundidade
A captura dos espécimes foi executada por profissionais da operadora de mergulho Sea Paradise. A atividade contou com a devida aprovação e alinhamento com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão responsável pela gestão das unidades de conservação federal.
Os mergulhos ocorreram na região identificada como Cabeço 47, situada estrategicamente entre o Porto de Santo Antônio e a Praia da Conceição. Os animais foram encontrados a uma profundidade de 47 metros, exigindo técnica e planejamento rigoroso da equipe envolvida.
Histórico da invasão marinha
O primeiro registro oficial da presença do peixe-leão nas águas de Fernando de Noronha data de dezembro de 2020. Desde aquele momento, pesquisadores e autoridades ambientais acenderam o alerta para conter a expansão da espécie exótica no litoral brasileiro.
Originário da região do Indo-Pacífico, o animal encontrou no Atlântico um ambiente sem predadores naturais de grande impacto. Essa ausência de controle ecológico favorece a rápida multiplicação e espalhamento da espécie em diversas áreas costeiras e insulares.
Riscos ecológicos para a biodiversidade
A preocupação da comunidade científica com o peixe-leão fundamenta-se no seu comportamento alimentar agressivo. A espécie consome uma grande variedade de peixes nativos e crustáceos, impactando diretamente as cadeias alimentares locais.
Dados técnicos indicam que um único exemplar pode consumir até 20 peixes em um intervalo de apenas 30 minutos. Esse ritmo acelerado de predação compromete a sobrevivência de espécies nativas e desestabiliza o ecossistema marinho de Fernando de Noronha.



