Política

Polícia Federal apura como senador Flávio Bolsonaro deixou o país

A Polícia Federal abriu uma investigação para esclarecer as circunstâncias do descumprimento das ordens judiciais que proibiam a saída do país do senador Flávio Bolsonaro e determinavam a entrega de seus documentos de viagem. A corporação confirmou o andamento das apurações em nota oficial divulgada nesta quarta-feira (28), detalhando os desdobramentos recentes do caso que movimenta os bastidores jurídicos e políticos de Brasília.

Controle migratório e rota utilizada na viagem

De acordo com os levantamentos preliminares da corporação, não há registro oficial de saída do parlamentar por qualquer posto de controle migratório oficial do Brasil. A investigação aponta que Flávio Bolsonaro deixou o território nacional cruzando a fronteira em direção à Argentina. A partir do país vizinho, ele seguiu de avião com destino final aos Estados Unidos, realizando uma escala no Equador.

As medidas cautelares haviam sido solicitadas ao Supremo Tribunal Federal pela corporação policial após a identificação de um risco iminente de fuga. Os investigadores apontam que a movimentação ocorreu logo após a derrota do senador na eleição realizada no domingo (25).

Medidas restritivas e cancelamento de documentos

Logo após a decisão da Suprema Corte, a Polícia Federal informou que cancelou os passaportes em nome do parlamentar. Além disso, foi inserido um alerta restritivo nos sistemas de controle migratório e de fronteiras para monitorar eventuais movimentações internacionais.

O parlamentar havia sido formalmente intimado pela corporação para entregar seus passaportes brasileiros e de outras nacionalidades até terça-feira, prazo que acabou não sendo cumprido. A instituição esclareceu que a restrição documental, isoladamente, não configura condição jurídica de foragido nem autoriza a execução imediata de prisões ou vigilância ostensiva permanente.

Investigações por lavagem de dinheiro e evasão

O episódio ocorre no âmbito de inquéritos que apuram suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo o senador. Na mesma investigação, figura como suspeito o advogado Willer Tomaz, apontado como amigo do parlamentar, que também se encontra atualmente nos Estados Unidos.

As autoridades continuam reunindo elementos para dimensionar as responsabilidades e apurar eventuais infrações penais relacionadas ao descumprimento das determinações judiciais. O portal oficial da Polícia Federal traz atualizações periódicas sobre as diretrizes operacionais da instituição.

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