Educação

Cursos populares impulsionam mulheres que retomam estudos para o Enem

Escolher uma profissão, estudar, se formar e perseguir a carreira desejada costuma ser um trajeto repleto de obstáculos. A falta de apoio e a necessidade de cuidar da família e dos filhos fazem com que esse percurso seja adiado para muitas mulheres ao longo da vida.

No entanto, iniciativas de cursinhos populares têm transformado essa realidade, oferecendo suporte pedagógico e social para que estudantes de diferentes idades recuperem o tempo perdido e encarem o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Apoio e acolhimento nos cursinhos populares

No caso de Zélia José dos Santos, de 72 anos, o sonho da faculdade não ficou para trás. Ela se inscreveu no Enem para tentar ingressar no ensino superior e cursar serviço social.

A dona de casa buscou o apoio do pré-vestibular do Sindicato dos Servidores da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Sintuperj). O projeto atende uma faixa significativa de mulheres mais velhas, que correspondem a uma parcela expressiva dos estudantes matriculados.

Além de aulas regulares, o projeto social disponibiliza atendimento psicossocial e até cestas básicas para os participantes. A abordagem humanizada busca fortalecer a base de quem está longe das salas de aula há décadas.

Histórias de superação e novos horizontes

Assim como Zélia, a técnica de enfermagem Paula Cristina dos Santos, de 55 anos, também enfrenta o desafio de prestar o exame nacional em busca de uma vaga na universidade.

Mesmo lidando com desafios pessoais e com a rotina intensa, ela reforça que a determinação permanece inabalada. Histórias como essa evidenciam que a busca pelo conhecimento não tem prazo de validade e encontra eco em redes de apoio comunitárias.

Para fundamentar a preparação de quem tenta a vaga, especialistas em educação reforçam a importância de manter a calma e focar na coerência argumentativa durante a maratona de avaliações do primeiro dia de provas.

Desafios na reta final de preparação

O primeiro dia de exames exige foco total dos participantes, que respondem a dezenas de questões objetivas de linguagens e ciências humanas, além de elaborarem a tradicional redação dissertativa-argumentativa.

Professores da área apontam que o segredo para uma boa nota na redação reside na leitura constante e na capacidade de articular o repertório sociocultural com os argumentos apresentados no texto.

Com o suporte de iniciativas comunitárias, essas alunas ganham não apenas conteúdo programático, mas a confiança necessária para preencher o caderno de provas e disputar espaço nas universidades.

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