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MP denuncia policial acusado de executar colegas dentro de viatura em Delmiro

Os elementos fáticos e periciais reunidos nos autos revelam que o crime foi executado de forma traiçoeira, covarde e de surpresa.” A afirmação consta na denúncia oferecida pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL)

O Ministério Público de Alagoas (MPAL) denunciou, nesta quinta-feira (25), o policial civil Gildate Goes Moraes Sobrinho pelos assassinatos dos colegas de equipe Denivaldo Jardel Lira Moraes e Yago Gomes Pereira. O órgão pede que o acusado seja levado a julgamento pelo Tribunal do Júri por dois homicídios qualificados, praticados com recurso que impossibilitou a defesa das vítimas.

Segundo a denúncia, oferecida pela 1ª Promotoria de Justiça de Delmiro Gouveia, os crimes ocorreram na madrugada de 20 de maio deste ano, dentro de uma viatura da Polícia Civil, no município de Delmiro Gouveia. O policial teria utilizado uma pistola Glock calibre .40 pertencente à corporação para executar os colegas.

De acordo com o MP, laudos balístico, cadavérico e demais provas reunidas na investigação apontam que os homicídios foram praticados de forma “traiçoeira, covarde e de surpresa”. A denúncia sustenta que Denivaldo foi atingido primeiro, com um disparo na nuca, enquanto Yago, que dirigia a viatura, ainda tentou se defender, mas foi baleado na cabeça.

O Ministério Público afirma ainda que os dois policiais haviam ingerido bebida alcoólica antes do crime, mas destaca que isso não afasta a responsabilidade penal do denunciado. Conforme a investigação, após os disparos, ele deixou a viatura, caminhou pelas ruas com a arma e a escondeu ao chegar à residência da companheira.

A denúncia também esclarece que a viatura não estava parada quando os disparos foram efetuados. Segundo o MP, o veículo só parou bruscamente após o motorista ser atingido pelos tiros.

Para o promotor de Justiça Dênis Guimarães de Oliveira, os laudos periciais demonstram que não houve luta corporal e que as vítimas foram surpreendidas, sem qualquer possibilidade de reação.

Além da denúncia, o Ministério Público solicitou novas diligências para aprofundar a investigação sobre a motivação do crime. Entre os pedidos estão a juntada de mídias extraídas de dados telemáticos e a quebra do sigilo bancário e financeiro do acusado, abrangendo os três meses anteriores aos homicídios e o mês seguinte. O objetivo é verificar se houve movimentações financeiras que possam indicar uma possível motivação econômica para o duplo assassinato.

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